quinta-feira, 28 de junho de 2012

Os meus fantasmas 1º

Ao longo da minha vida coleccionei fantasmas. Alguns partiram à medida que o tempo passou, outros colaram-se a mim como se sempre cá estivessem estado.
O primeiro a colar-se foi o Manel.
Manel, o meu melhor amigo, o meu confidente, aquele que me conhecia como as palmas da minha mão, aquele a quem não era preciso dizer "sim, estou na maior merda da vida" pois ele lia-o nos meus olhos.
O Manel desapareceu da minha vida de um momento para o outro, deixando atrás de si um rasto de memórias, de saudades, de dúvidas.
O tempo passou, mais precisamente passaram-se quase 5 anos sem o ver. Acho que sei dizer em números certos quanto tempo estive sem o ver.
Reapareceu, vindo do nada. Abraçou-me. Não foi preciso dizer muito. No fundo pode passar muito tempo, mas continuamos a sofrer da mesma forma. Soube o que se passava. Soube fazer-me rir de novo.
Voltámos a estar juntos. Dessas vezes a dúvida pairava sobre mim, será que vais voltar a desaparecer? Será que vou estar outra vez 5 anos sem te ver?
Desta vez quem desapareceu fui eu. Desta vez quem deixou um rasto de uma série de coisas fui eu.
Se durante a adolescência éramos aqueles que iam casar, hoje somos meros estranhos.
Crescemos, vivemos coisas diferentes. Esperamos um do outro aquilo que em tempos fomos. 

2 comentários:

Luís Parttime disse...

não há nada pior que passar por uma pessoa com que partilhamos tanto no passado e no presente somos desconhecidos. Independentemente disso os fantasmas fazem parte do ciclo de vida, uns trazem dor, outros sorrisos e outros nostalgia. Há que encontrar novos caminhos!

BubbleGum disse...

Este é o meu fantasma mais complicado. Sei que é fantasma, mas não podia deixar de falar sobre ele.
Caminhos, esses há muitos. :)